quarta-feira, novembro 03, 2010

Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.

quinta-feira, outubro 28, 2010

Dos Ficantes aos Namoridos

Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.

Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.

Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegueeuse, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.

Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.

No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.

Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.

Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.

Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.

Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.

Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.

Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".

quarta-feira, outubro 27, 2010

SEJA UM IDIOTA

A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
Arnaldo Jabor

BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Não entendo.

Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom.
Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.
Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

segunda-feira, outubro 25, 2010

Quase

Ainda pior que a convicção do não,
É a incerteza do talvez,
É a desilusão de um quase!

É o quase que me incomoda,
Que me entristece,
Que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga,
Quem quase passou ainda estuda,
Quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,
Nas chances que se perdem por medo,
Nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.
A resposta eu sei de cor.

Está estampada na distância e na frieza dos sorrisos,
Na frouxidão dos abraços,
Na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.

A paixão queima,
O amor enlouquece,
O desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor.
Mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo,
O mar não teria ondas,
Os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina,
Não inspira,
Não aflige nem acalma,
Apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Para os erros há perdão,
Para os fracassos, chance,
Para os amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando...
Fazendo que planejando...
Vivendo que esperando...

Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
Quem quase vive já morreu.

sexta-feira, outubro 22, 2010

Ninguém mais namora as Deusas

Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo.
Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha?
As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São para "ver".
Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?
Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados...
As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados e murchos diante de tanta gostosura.
Os machos estão com medo das "mulheres-liquidificador".
O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser (meu Deus!), é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a "Valentina", a "Barbarela", a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão.
Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há.
Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou.
Ou, então, reprodutores como o Zafir, para o Robô-Xuxa.
A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres.
Ilusão à toa.
A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro.
São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.
Mas, diante delas, o homem normal tem medo.
Elas são "areia demais para qualquer caminhãozinho".
Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens.
Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60.
Não há mais o grande "conquistador".
Temos apenas os "fazendeiros de bundas" como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeur, babando por deusas impossíveis.
Ah, que saudades dos tempos das bundinhas e peitinhos "normais" e "disponíveis"...
Pois bem, com certeza a televisão tem criado "sonhos de consumo" descritos tão bem pela língua ferrenha do Jabor (eu).
Mas ainda existem mulheres de verdade.
Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que tem "dentro de casa", o seu trabalho.
E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo de parecer um "chato" ou um "cara metido a intelectual".
Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas.
Mulheres que adoram receber cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos!!
Escutar no som do carro, aquela fitinha velha dos Beegees ou um cd do Kenny G (parece meio breguinha)...mas é tão boooom namorar escutando estas musiquinhas tranquilas!!!
Penso que hoje, num encontro de um "Turbinado" com uma "Saradona" o papo deve ser do tipo:
-"meu"... o meu professor falou que posso disputar o Iron Man que vou ganhar fácil!."
-"Ah "meu"..o meu personal Trainner disse que estou com os glúteos bem em forma e que nunca vou precisar de plástica". E a música???
Só se for o "último sucesso (????)" dos Travessos ou "Chama-chuva..." e o "Vai serginho"???...
Mulheres do meu Brasil Varonil!!! Não deixem que criem estereótipos!!
Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza!!
Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de americana que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus namorados e maridos pedirem para vocês "malharem" e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem... igual a feiticeira dos seriados de Tv:
Façam-os sumirem da sua vida!

quinta-feira, outubro 21, 2010

O mundo de hoje é travesti

Está rolando na internet um texto ridículo sobre "mulheres" atribuído a mim.

Sou uma besta, todos o sabem; mas, não chego a esse relincho lamentável do asno que o escreveu. Diz coisas como: "A mulher tem um cheirinho gostoso, elas sempre encontram um lugarzinho em nosso ombro." Uma bosta, atribuída a mim. Toda hora um idiota me copia e joga na rede. Por isso, vou falar um pouco de mulher, eu que mal as entendo na vida. Não falarei das coxas e seios e bumbuns... Falo de uma aura mais fluida que as percorre.

Gosto do olhar de onça, parado, quando queremos seduzi-las, mesmo sinceramente, pois elas sabem que a sinceridade é volúvel, não perdura. Um sorriso de descrédito lhes baila na boca quando lhe fazemos galanteios, mas acreditam assim mesmo, porque elas querem ser amadas, muito mais que desejadas. Elas estão sempre fora da vida social, mesmo quando estão dentro.

Podem ser as maiores executivas, mas seu corpo lateja sob o tailleur e lá dentro os órgãos estranham a estatística e o negócio. Elas querem ser vestidas pelo amor. O amor para elas é um lugar onde se sentem seguras, protegidas.

O termômetro das mulheres é: "Estou sendo amada ou não? Esse bocejo, seu rosto entediado... será que ele me ama ainda?" A mulher não acredita em nosso amor. Quando tem certeza dele, pára de nos amar. A mulher precisa do homem impalpável, impossível. As mulheres têm uma queda pelo canalha. O canalha é mais amado que o bonzinho. Ela sofre com o canalha, mas isso a justifica e engrandece, pois ela tem uma missão amorosa: quer que o homem a entenda, mas isso está fora de nosso alcance. A mulher pensa por metáforas.

O homem por metonímias. Entenderam? Claro que não. Digo melhor, a mulher compõe quadros mentais que se montam em um conjunto simbólico sem fim, como a arte. O homem quer princípio, meio e fim. Não estou falando da mulher sociológica, nem contemporânea, nem política. Falo de um sétimo órgão que todas têm, de um "ponto g" da alma.

Mulher não tem critério; pode amar a vida toda um vagabundo que não merece ou deixar de amar instantaneamente um sujeito devoto. Nada mais terrível que a mulher que cessa de te amar. Você vira um corpo sem órgãos, você vira também uma mulher abandonada.

Toda mulher é "Bovary"... e para serem amadas, instilam medo no coração do homem. Carinhosas, mas com perigo no ar. A carinhosa total entedia os machos... ficam claustrofóbicos. O homem só ama profundamente no ciúme. Só o corno conhece o verdadeiro amor. Mas, curioso, a mulher nunca é corna, mesmo abandonada, humilhada, não é corna. O homem corneado, carente, é feio de ver. A mulher enganada ganha ares de heroína, quase uma santidade. É uma fúria de Deus, é uma vingadora, é até suicida. Mas nunca corna. O homem corno é um palhaço. Ninguém tem pena do corno. O ridículo do corno é que ele achava que a possuía. A mulher sabe que não tem nada, ela sabe que é um processo de manutenção permanente. O homem só vira homem quando é corneado.

A mulher não vira nada nunca. Nem nunca é corneada... pois está sempre se sentindo assim. Como no homossexualismo: a lésbica não é viado.

A mulher é poesia. O homem é prosa. Isso não quer dizer que a mulher seja do bem e o homem do mal. Não. Muita vez, seus abismos são venenosos, seu mistério nos mata. A mulher quer ser possuída, mas não só no sexo, tipo "me come todinha". Falam isso no motel, para nos animar. O homem é pornográfico; a mulher é amorosa. A pornografia é só para homens. A mulher quer ser possuída em sua abstração, em sua geografia mutante, a mulher quer ser descoberta pelo homem para ela se conhecer. Ela é uma paisagem que quer ser decifrada pelas mãos e bocas dos exploradores. Ela não sabe quem é. Mas elas também não querem ser opacas, obscuras. Querem descobrir a beleza que cabe a nós revelar-lhes. As mulheres não sabem o que querem; o homem acha que sabe.

O masculino é certo; o feminino é insolúvel. O homem é espiritual e a mulher é corporal. A mulher é metafísica; homem é engenharia. A mulher deseja o impossível; desejar o impossível é sua grande beleza. Ela vive buscando atingir a plenitude e essa luta contra o vazio justifica sua missão de entrega. Mesmo que essa "plenitude" seja um "living" bem decorado ou o perfeito funcionamento do lar. O amor exige coragem. E o homem... é mais covarde. O homem, quando conquista, acha que não tem mais de se esforçar e aí , dança...

A mulher é muito mais exilada das certezas da vida que o homem. Ela é mais profunda que nós. Ela vive mais desamparada e, no entanto, mais segura. A vida e a morte saem de seu ventre. Ela faz parte do grande mistério que nós vemos de fora, com o pauzinho inerme. Ela tem algo de essencial, tem algo a ver com as galáxias. Nós somos um apêndice.

Hoje em dia, as mulheres foram expulsas de seus ninhos de procriação, de sua sexualidade passiva, expectante e jogadas na obrigação do sexo ativo e masculino. A supergostosa é homem. É um travesti ao contrário. Alguns dizem que os homens erigiram seus poderes e instituições apenas para contrariar os poderes originais bem superiores da mulher.

As mulheres sofrem mais com o mal do mundo. Carregam o fardo da dor histórica e social, por serem mais sensíveis e mais fracas. Os homens, por serem fálicos, escamoteiam a depressão e a consciência da morte com obsessões bélicas, financeiras ou políticas. As mulheres agüentam firmes a dor incompreendida. O mundo está tão indeterminado que está ficando feminino, como uma mulher perdida: nunca está onde pensa estar. O mundo determinista se fracionou globalmente, como a mulher. Mas não é o mundo delicado, romântico e fértil da mulher; é um mundo feminino comandado por homens boçais. Talvez seja melhor dizer um mundo travesti. O mundo hoje é travesti.

Alíneas de Devolução de Cheques

11 Falta fundos - primeira apresentação
12 Falta fundos - segunda apresentação
13 Conta encerrada
14 Prática Espúria
21 Contra-ordem do emitente ou do portador
22 Divergência ou insuficiência de assinatura
23 Cheques Órgãos da Administração Pública em desacordo com DL 200
24 Bloqueio Judicial ou determinação do BC
25 Cancelamento de talonário pelo Banco sacado
26 Inoperância temporária de transporte
27 Feriado Municipal não previsto
28 Contra-ordem por furto ou roubo
29 Falta de confirmação de recepção do talão
30 Furto ou roubo de malotes
31 Erro formal
32 Ausência ou irregularidade no carimbo de compensação
33 Divergência de endosso
34 Apresentado por Banco que não o indicado no cruzamento em preto, sem endosso mandato
35 Cheque fraudado
36 Cheque emitido com mais de um endosso
37 Registro inconsistente - Compensação Eletrônica
40 Moeda Inválida
41 Cheque apresentado a Banco que não o sacado
42 Cheque não compensável na sessão ou sistema de compensação em que apresentado
43 Devolvido anteriormente por 21, 22, 23, 24, 31, 34 não passível de reapresentação por persistir o motivo de devolução
44 Cheque prescrito
45 Cheque emitido por entidade obrigada a movimentar recursos mediante Ordem Bancária
46 CR, quando o cheque correspondente não for entregue no prazo estabelecido
47 CR com ausência ou inconsistência de dados obrigatórios
48 Cheque superior a R$ 100,00 sem identificação do beneficiário
49 Remessa nula - reapresentação de cheque pelos motivos: 12, 13, 14, 25, 28, 35, 43, 44, 45.

quarta-feira, outubro 20, 2010

Os homens desejam as mulheres que não existem

Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler.
Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... e sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...) Talvez este artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado, em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil; já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus.
O que falta? Órgãos internos? Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: "Venham... eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!..."
Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro, claro, marido, lugar social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem.
Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem.
A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele.
Mas, que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um paraíso de mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas Ferraris, seus Armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens?
Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os "olhos de esmeralda nadando em leite" (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: "Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela?" Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: "Seja feia..."
Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas, como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejo para me vender satisfação. É pela dificuldade de realizar esse sonho masculino que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas, embora tenham de ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia - foi uma decepção quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na Casa dos Artistas, limpando tudo numa faxina compulsiva.
Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real. Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas relax for men, essa réplica moderna dos haréns árabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetizava o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existam... O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation." Essa é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade.
A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso: superobjetos se pensando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso "mercado da liberdade". É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do século 21? Será que fui apenas barrado do baile?

Mulheres de 30

Á medida que envelheço, e convivo com outras, valorizo mais as mulheres que estão acima dos 30. Estas são algumas razões do por que:

- Uma mulher de 30 nunca o acordará no meio da noite para perguntar: “O que você está pensando?” Ela não se importa com o que você pensa, mas se dispõe de coração, se você tiver a intenção de conversar;

- Se uma mulher de 30 não quer assistir ao jogo, ela não fica à sua volta resmungando. Ela faz alguma coisa que queira fazer. E, geralmente é alguma coisa bem mais interessante;

- Uma mulher de 30 se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Poucas mulheres de 30 se incomodam com o que você pensa dela ou sobre o que ela está fazendo.

- Mulheres dos 30 são honradas. Elas raramente brigam aos gritos com você durante a ópera ou no meio de um restaurante caro. É claro, que se você merecer, elas não hesitarão em atirar em você, mas só se ainda sim elas acharem que poderão se safar impunes.

- Uma mulher de 30 tem total confiança em si para apresentar-te para suas melhores amigas. Uma mulher mais nova com um homem tende a ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela não confia no cara com outra mulher. E falo por experiência própria. Não se fica com quem não se confia, vivendo e aprendendo, né???

- Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa confessar seus pecados para uma mulher com mais de 30. Elas sempre sabem.

- Uma mulher com mais de 30 fica linda usando batom vermelho. O mesmo não ocorre com mulheres mais jovens.

- Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, se você estiver agindo como um!

Você nunca precisa se preocupar onde você se encaixa na vida dela. Basta agir como homem, e o resto, deixe que ela faça.

- Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 por um “sem” número de razões.

Infelizmente, isso não é recíproco.

Para cada mulher de mais de 30, estonteante, inteligente, bem apanhada e sexy, existe um careca velho, pançudo em calças amarelas bancando o bobo para uma garçonete de 22 anos.

Senhoras, eu peço desculpas. Para todos os homens que dizem, “porque comprar a vaca se você pode beber o leite de graça?”.

Aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento, sabe por quê?

Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça.

Nada mais justo."

Quem não dá assistência, abre concorrência

Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc.

Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.

Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.

Mas o que seria uma "mulher moderna"?

A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços...

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...

Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:

VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:

- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.

Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.

- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.

Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!

Tempos modernos...

Mãe, vou casar!

Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?

Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.

Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?

Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?

Nada, não... Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.

Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo...

Problema? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora... Ou isso.

Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho. Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea... E quando eu vou conhecer o meu. A minha... O Murilo ?

Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.

Tá! Biscoito... Já gostei dele... Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui ?

Por quê ?

Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.

Você acha que o Papai não vai aceitar ?

Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver... Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade... E olha que espetáculo: as duas metades com bigode.

Mãe, que besteira ...Hoje em dia ...Praticamente todos os meus amigos são gays.

Só espero que tenha sobrado algum que não seja.... Pra poder apresentar pra tua irmã.

A Bel já tá namorando.

A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada... Quem é?

Uma tal de Veruska.

Como ?

Veruska...

Ah!, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.

Mãe !!!...

Tá..., tá..., tudo bem... Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto...

Por que não? Eu e o Biscoito queremos dois filhos.. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.

Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?

Quando ele era hétero... A Veruska.

Que Veruska?

Namorada da Bel...

"Peraí". A ex-namorada do teu atual namorado... E a atual namorada da tua irmã. Que é minha filha também... Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco...

É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero.

De quem ?

Da Bel.

Mas logo da Bel?! Quer dizer então... Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska...

Isso.

Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.

Em termos...

A criança vai ter duas mães: você e o Biscoito. E dois pais: a Veruska e a Bel.

Por aí...

Por outro lado, a Bel...., além de mãe, é tia... Ou tio.... Porque é tua irmã.

Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vai trocar.

Só trocar, né? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.

Exato!

Agora eu entendi! Agora eu realmente entendi....

Entendeu o quê?

Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!

Que swing, mãe?!!......

É swing, sim! Uma troca de casais... Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra...

Mas...

Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior... Com incesto no meio...

A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso...

Sei!!!... E quando elas quiserem ter filhos...

Nós ajudamos.

Quer saber? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero, o espermatozóide... A única coisa que eu entendi é que...

Que..?

Fazer árvore genealógica daqui pra frente... vai ser fóda.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

O medo do Amor

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

ISSO É MUITA SABEDORIA

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

Conflito e conciliação

Conciliação e conflito representam importante binômio em nossas vidas, correspondendo mais ou menos ao Eros e Tanatos de Freud, o instinto da vida e o instinto da morte; ou, na mitologia, a Venus e Marte, amor e agressividade. Em seu 37º ano, o Fantástico acertou em cheio ao introduzir, em abril desse ano, um quadro chamado exatamente assim, O Conciliador, apresentado por Max Gehringer. Que parte de uma necessidade bem real. Tramitam, na sobrecarregada justiça brasileira, cerca de 70 milhões de processos, 80% dos quais poderiam ser resolvidos mediante simples bom senso. Acontece que esse bom senso nem sempre está disponível em nossas cabeças. É preciso mobilizá-lo, e é isso que o Fantástico se propõe a fazer desde abril desse ano.
Que o consegue mostrou-o o programa do domingo, 8 de agosto. O caso era daqueles que, dependendo da maneira como é contado, deixa as pessoas revoltadas. Um rapaz atravessava uma movimentada avenida no centro de São Paulo, pela faixa de segurança, quando um carro atropelou-o. O jovem foi jogado à distância e teve uma fratura complicada de clávicula, o que levou a uma imobilização prolongadas. O motorista teria ido embora sem prestar ajuda à vítima.
Nossa reação, ao ouvir uma história assim, é de indignação: esse motorista é um bandido, deveria apodrecer na cadeia para aprender a respeitar os outros. Mas seria mesmo o homem esse bandido sanguinário?
Ele foi trazido ao programa, junto com a mãe do jovem. Não parecia bandido nenhum. Ao contrário, a câmera mostrava um homem de meia idade, humilde, assustado. Um pintor, residente em Embu, cidadezinha conhecida como reduto de artistas em São Paulo. E a história que contou foi diferente. Não, não tinha furado o sinal, que estaria aberto para ele. E sim, teria se oferecido para ajudar o rapaz. Já a mãe deste, entrevistada antes da "audiência de conciliação", declarou que estava chocada pelo que considerou um descaso com a vida de seu filho.
Uma situação dessas poderia se transformar num bate-boca perpétuo. Mas o contexto era conciliador, e isso funcionou. Mais: transformou-se num processo de catarse que chegou ao clímax quando o homem começou a chorar. Já não era possível vê-lo como um tipo cruel, agressivo; não, quem estava ali era um homem angustiado, sofredor. Da mesma maneira mudou a mãe do adolescente. Ela não queria dinheiro, não queria indenização; queria justiça e propôs que o pintor prestasse serviço comunitário, o que ele aceitou. No final os dois se abraçaram: aquele final feliz que a gente só via nos antigos filmes de Hollywood e que em nosso mundo violento parece uma impossibilidade.
Como foi possível essa conciliação? Em primeiro lugar, por causa do contexto em que ocorreu. Era um estúdio da Globo, havia pessoas promovendo a conciliação diante de câmeras que representam a opinião pública e que funcionam como uma espécie de super-ego. Mais: se aquelas duas pessoas haviam aceitado comparecer ao programa, era porque previamente se dispunham a fazer as pazes. Talvez, na vida real, não seja tão fácil conciliar as pessoas.
Mas é uma possibilidade. E a simples possibilidade de conciliação é a coisa que deveríamos sempre ter presente em nossos corações e mentes, nem que seja sob a forma de uma pergunta: será que eu não poderia resolver esta pendência (seja uma questão de negócios, seja um problema familiar, seja uma discussão entre vizinhos) de outra maneira? Será que não poderíamos chegar a um acordo bom para todo o mundo?
A resposta certamente é positiva. E data de muito tempo; desde aquela época em que a expressão "Paz na terra às pessoas de boa vontade" foi incorporada à história da humanidade. É verdade que a frase começava com um "Glória a Deus". Mas isso está implícito: Deus certamente se sente glorificado quando as pessoas vivem em paz.

Culpados

Somos donos de nossos atos,
mas não donos de nossos sentimentos;
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos;
Podemos prometer atos,
mas não podemos prometer sentimentos...
Atos sao pássaros engailoados,
sentimentos são passaros em vôo.

Trocando Lâmpada

Quantos ARIANOS são necessários para trocar uma lâmpada?
— Apenas um.
Mas serão necessárias muitas lâmpadas.


Quantos TAURINOS são necessários para trocar uma lâmpada?
— Nenhum.
Taurinos não gostam de mudar nada.


Quantos GEMINIANOS são necessários para trocar uma lâmpada?
— Dois (é claro).
Vai durar o fim de semana inteiro,
mas quando estiver pronto a lâmpada
vai fazer o serviço de casa, falar
francês e ficar da cor que você quiser.

Quantos CANCERIANOS são necessários para trocar uma lâmpada?
— Somente um.
Mas levará três anos para um terapeuta
ajudá-lo a passar pelo processo.


Quantos LEONINOS são necessários para trocar uma lâmpada?
— Um leonino não troca lâmpadas,
a não ser que ele segure a lâmpada
e o mundo gire em torno dele.


Quantos VIRGINIANOS são necessários para trocar uma lâmpada?
— Vamos ver:
Um para girar a lâmpada, um para anotar
quando a lâmpada queimou e a data em que
ela foi comprada; outro para decidir de
quem foi a culpa da lâmpada ter sido
queimada, dez para decidir como remodelar
a casa enquanto o resto troca a lâmpada.


Quantos LIBRIANOS são necessários para trocar uma lâmpada?
— Bom, na realidade eu não sei.
Acho que depende de quando a lâmpada foi
queimada.Talvez só um, se for uma lâmpada
comum, mas talvez dois, se a pessoa não
souber onde encontrar uma lâmpada, ou...


Quantos ESCORPIANOS são necessários para trocar uma lâmpada?
— Mas, quem quer saber?
Por que você quer saber?
Você é um policial?


Quantos SAGITARIANOS são necessários para trocar uma lâmpada?
— O sol está brilhando, está cedo,
nós temos a vida inteira pela frente,
e você está preocupado em trocar
uma lâmpada estúpida?


Quantos CAPRICORNIANOS são
necessários para trocar uma lâmpada?
— Nenhum.
Capricornianos não trocam lâmpdas
- a não ser que seja um negócio lucrativo.


Quantos AQUARIANOS são necessários para trocar uma lâmpada?
— Vão aparecer centenas,
todos competindo para ver quem
será o único a trazer a luz ao mundo.


Quantos PICIANOS são necessários para trocar uma lâmpada ?
— O quê?
A luz está apagada?

Como irritar cada signo

ÁRIES

— Fale com eles dando uma enorme pausa entre as palavras.

— Não deixe que eles falem, ou, se falarem, corte pelo meio.

— Diga como quer que façam as coisas e fique controlando.

— Não demonstre paixão e aja como se você não gostasse dele(a).

— Levante a voz cada vez que se quiser fazer entendido.

— Dê uns cascudos na cabeça dele(a) de vez em quando.

— Lembre sempre que eles estão querendo aparecer e, no meio de um grupo, dirija-se a ele (a), advertindo - Você fala eu, eu, eu, o tempo todo...

— Entre, sem pedir licença, e alugue o tempo deles numa
segunda-feira de manhã.


TOURO

— Gaste o dinheiro deles, peça para dar uma dentada no seu
sanduíche ou na sua maçã, desperdice seu material,
não devolva suas coisas.

—Fale com eles bem apressado, pulando direto às conclusões.

— Se estiver na casa de um deles, mude a posição
dos objetos quando eles não estiverem olhando.

— Se for possível, quebre estatuetas, bibelôs ou
outros objetos de decoração da casa deles e depois pergunte
-Isto não tinha mesmo muita importância, não é.

— Encharque-se de perfume tipo penteadeira de viúva,
antes de andar de carro com eles.



GÊMEOS

— Aborreça-os com lágrimas e longos monólogos sobre sua vida emocional.

— Não converse com eles, em absoluto.
Monopolize-os numa festa de forma que eles não
possam se movimentar nem conversar com mais ninguém.

— Repita sempre -De onde você tirou essa idéia?

— Peça a eles para fazerem menos movimentos com os
braços e mãos em público, e quando iniciarem um assunto,
diga: Isso eu já sei!
ou então: Lá vem você de novo!

— Abra a porta do quarto deles e berre:
Vai sair desse telefone, ou não vai?



CÂNCER

— Insulte sua mãe (com classe, é claro).

— Critique suas casas.

— Advirta-os de que eles podem perder o emprego,
ou que uma estrada está para ser construída passando
exatamente onde está situada sua casa.

— Diga que aquela foto de família pendurada na sala
é brega e confunda o retrato da vovozinha querida
com o Mike Tyson.

— Critique todos os ex. dele (a): ex. namorados(as), ex. maridos (esposas), etc.

— Jogue fora aqueles discos de Ray Coniff
que ele(a) colecionava junto a outras raridades.

— Descubra aquele cantinho que ele(a) gosta
de ficar e dê uma geral, mudando tudo de posição.

— Pegue objetos da gaveta dele(a) e não os
reponha no lugar.


LEÃO

— Tente ensiná-los alguma coisa da qual eles não entendam,
e dê uma gozada no final, como se eles fossem completos ignorantes.

— Ignore-os.

— Esqueça o nome deles e pergunte.
Qual é mesmo o seu nome?

— Em público, não os apresente às pessoas importantes.

— Deboche do seu gosto, da sua elegância, da sua aparência.

— Quando estiverem dramatizando um situação,
ria quando o caso for triste.
E faça caretas quando contarem uma piada.

— Quando ele (a) perguntar após a transa:
Foi bom para você?
responda ..mais ou ..menos.

— Não preste atenção em nenhuma de suas histórias
e depois diga:
Desculpe, nem ouvi o que você estava falando.

— Tire-os de cena, dizendo - Depois você fala, tá?



VIRGEM

— Choramingue bastante.

— Desarrume sua (dele) casa, atrapalhe sua programação,
esqueça de atarrachar a pasta de dente.

— Cheire feito um gambá.

— Diante do armário do banheiro, indague para que tanto remédio?

— Faça xixi na tampa da privada, ou, de preferência,
no chão, em volta do vaso.

— Critique o jeito deles se vestirem.
Diga que aquele dentinho torto é um charme.

— Use os vasos de planta deles como cinzeiro,
e enterre os palitinhos de fósforo na terra.

— Depois de abraçá-los longamente,
revele que você está fazendo um tratamento contra piolhos.


LIBRA

— Diga bastante Isso é com você, decida logo!

— Leve-os a locais feios.

— Aja de forma grosseira em público, fale palavrões,
vire cerveja na mesa, chame o garçom pelo nome,
peça pizza de alho e depois tente beijá-lo (a).

— Critique seus parceiros.

— Recuse-se a debater com eles.

— Dê para ele (a) um CD de Tiririca.

— Faça piadinhas do tipo:
com esse vestido você fica parecendo a garota
propaganda da Ultragaz.

— Peça sempre para ele(a) descer do muro e se assumir.



ESCORPIÃO

— Dê a eles bastante responsabilidades.

— Coloque realismo na sua filosofia.

— Nunca ria das piadas deles.

— Não tope nenhuma aventura ou quebra de rotina
e esteja sempre de mau-humor.

— Quando pintar AQUELA aventura, diga, com ar entediado:
Não estou a fim...

— Não aceite nenhum tipo de disputa ou jogo.
Repita sempre: Isso são horas?

— Faça todo o possível para impedir aquela viagem de férias
dele (a).

— Faça insinuações sobre a pouca cultura
dos pais dele (a) ou de outros familiares.



SAGITÁRIO

— Faça perguntas pessoais.

— Saiba muito sobre eles e dê isso a entender.

— Obtenha mais sucesso do que eles e se vanglorie
sobre isso isto os mata.

— Repita sempre -Isso não é da sua conta!

— Abra e remexa suas gavetas.

— Escreva coisas na sua agenda em código e depois
deixe que ele (a) encontre por acaso.

— Cochiche com outras pessoas olhando para eles,
rindo de vez em quando.



CAPRICÓRNIO

— Organize tudo para que se sintam inúteis.

— Lembre-os de sua baixa posição social.

— Embarace-os em público: faça escândalos, berre com eles,
brigue com o caixa por causa deles.

— Deixe-os esperando, nunca chegue na hora marcada.

— Perca ou esqueça coisas importantes que ele (a) confiar a
você: documentos, chaves, carteira.

— Repita sempre Você não tem responsabilidade!

— Nada chateia tanto um capricorniano como ser chamado de irresponsável.

— Insinue que ele(a) está saindo com o (a) chefe(a) para
crescer na empresa.

— Repita de tempos em tempos -Você é um chato!



AQUÁRIO

— Torne-se pessoal e íntimo.

— Ao encontrá-los, dê um longo abraço e fique apertando-os
contra o peito, emocionado, lacrimejante.

— Insista para que eles liguem várias vezes por dia para
posicioná-los de seus movimentos.

— Mude-se para a casa dele (a).

— Faça-se passar por burro, tapado, e ainda queira ter razão.

— Diga a eles o que têm que fazer e quando e como fazer.

— Exiba seus valores materiais na cara deles,
tipo carro, jóias, dinheiro, posição social.

— Pergunte sempre -O que é que você está pensando?

— Cite seus amigos sempre pelo nome e sobrenome.



PEIXES

— Diga para agarrarem-se a si mesmos.

— Marque encontro com eles em locais brilhantes,
barulhentos, superpovoados, como o metrô da Cinelândia,
por ex.

— Deixe-os falando sem parar e no fim diga que não
entendeu nada.

— Grite, fale aos berros.

— Conte os seus segredos deixe-os ficar emocionados com
sua sinceridade, depois ria e pergunte:
-Mas você acreditou nisso?

— Convide-os para olhar as estrelas e fale sobre alíquotas de
exportação e importação o tempo todo.

— Arranhe o CD de Djavan deles.

— Apague o cigarro no cristal que ele (a) usa para meditar.

— Deixe cair sua máquina fotográfica, sublinhe os livros que
pegou emprestados dele (a).

— Escolha filmes violentos.

— Repita sempre que este negócio de romance, flores e
bombons é tudo coisa de boiola.

— E pergunte sempre:
- Você não vai tomar um banho antes de dormir?